Europa, França e Bahia

Quando os negros escravos foram trazidos da África, começou não apenas a diáspora de um povo, mas também uma diáspora de Deuses. Os orixás vieram junto e aqui estabeleceram nova morada.

O povo do Santo logo reconheceu que aquele era o início de uma vida nova, em um chão novo, sobre o qual se assentaria o tão falado cadinho de raças, que formou a raça brasileira: junção dos colonizadores brancos europeus, com os reais ancestrais destas terras, os índios brasileiros, e mais tarde os negros africanos da diáspora.

Os africanos, praticantes de uma religião de culto ancestral, ao identificarem os indígenas como ancestrais originais do Brasil, por analogia, vincularam os índos ao orixá Oxóssi, e a Ele dedicaram o chão do culto aos orixás no Brasil. Reconheceram o chão do Brasil como sagrado; começavam a amar estas terras e a se aceitarem como brasileiros.

A literatura brasileira é pródiga em expressar os mais variados sentimentos que emergiram deste processo de brasilidade, que se estende até os nossos dias. Estes são textos que falam desta emoção, terra, raça e cultura novas, que é o Brasil.

Aqui estão «Navio Negreiro», de Castro Alves, «Cotovia», de Manuel Bandeira, «Europa, França e Bahia», de Carlos Drummond de Andrade, e «Canção do Exílio», de Gonçalves Dias.

Outros virão.

Também sugerimos os livros abaixo para promover o entendimento da cultura do santo.

Tenda
dos Milagres
A Casa da Água O Rei de Keto
«Os Nàgô
e a morte»
«Mitologia
dos Orixás»
«Orun Aiyê»

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