Ativista liberiana, Nobel da Paz visita Olodum: ‘A África está viva na Bahia’

Ativista liberiana, Nobel da Paz visita Olodum: ‘A África está viva na Bahia’

Leymah Gbowee está Salvador nesta terça para uma palestra no TCA.
Ela visitou a Escola do Olodum, brincou, dançou e tirou fotografias.

Gbowee toca e dança na Bahia (Foto: Egi Santana/G1)
Gbowee toca e dança na Bahia
(Foto: Egi Santana/G1)

Ativista dos diretos humanos, a Nobel da Paz de 2011, Leymah Gbowee, visitou a sede do Olodum nesta terça-feira (10), antes de participar do projeto “Fronteiras do Pensamento”, a partir das 20h30 no Teatro Castro Alves, centro da cidade.

No começo da visita, que durou pouco mais de 30 minutos, ela teve uma breve conversa com João Jorge, presidente do movimento social, que agradeceu a presença da africana.

“Para nossa luta pela igualdade racial, ela é um exemplo. A gente tem orgulho disso, mas entendemos que o motivo que fez ela ganhar o prêmio Nobel precisa deixar de existir: o estado de violência”, pontuou.

Simpática, Gbowee dançou, tocou instrumentos, ganhou presentes e tirou fotografias com integrantes do Olodum, além de ter uma breve conversa com a imprensa. “Eu gostaria de agradecer, eu estou adorando a música, eu tiraria meu sapato e dançaria com vocês, porque nenhum africano de verdade deixa de passar um bom som”, brincou sobre o projeto percussivo do Olodum.

Gbowee é acompanhada pela imprensa durante visita na sede do Olodum (Foto: Egi Santana/G1)
Gbowee é acompanhada pela imprensa durante visita na sede do Olodum (Foto: Egi Santana/G1)

Depois, lembrou das causas comuns entre brasileiros e africanos: “É muito bom vir a esta parte do Brasil e vermos que o espirito da África continua vivo. Muitos anos atrás, quando as crianças chegaram da África, de países como Nigéria, Benin, Gana, Serra Leoa, trazidas a este país, ninguém imaginava que aquelas pessoas iriam manter vivo o espírito de seus ancestrais da África. Vir ao Brasil e ver este lugar hoje me dá um sentimento de muita alegria e também reforça minha crença de que o mal nunca pode ganhar. Que o bem irá sempre superar o mal. Aqueles que estavam na era da escravidão, eles passaram por um tempo terrível, que acabou com a vida de várias gerações. Agora nós precisamos vir à Bahia e ver que a África está viva aqui, e está muito bem”, comentou a ativista.